segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

VIROSES


Todas as mães tiveram a experiência de levar o filho doente ao médico e sair com o diagnóstico de virose. Mas nem sempre esta resposta supre as expectativas e elas voltam para casa com a impressão de que o pediatra não sabia o que o bebê tinha. A cena se repete, principalmente, entre 9 e 15 meses de idade. "Quando, geralmente, a mãe deixa de oferecer leite materno e o contato com outras crianças torna-se maior, aumetando as chances dos quadros surgirem".
A virose, no entanto, não é diagnosticada no chute, como pode parecer. O pediatra avalia as informações relatadas pela mãe, os sinais clínicos e os sintomas para ter uma conclusão. "Também verifica-se a possibilidade de processos bacterianos, com presença de pus". E para reduzir as chances de erro, o médico fala sobre a importância de acompanhar a evolução da doença. "A mãe deve avisar o pediatra caso apareçam novos sinais e, se possível, retornar ao consultório".


- Mais detalhes sobre os vírus


É preciso ter em mente que as viroses, como o próprio nome já dá pistas, são doenças causadas por vírus. Elas apresentam sintomas gerais como febre, perda de apetite, fraqueza, mal-estar, cansaço e, na maioria das vezes, também acabam seguindo uma sazonalidade: As viroses gastrointestinais, que apresentam vômitos e diarréias, são mais freqüentes no verão. Já as respiratórias surgem no inverno com coriza, espirros e tosse. São os famosos resfriados."As condições climáticas da época são grandes responsáveis pela disseminação dos vírus. O clima seco do inverno facilita que ele se espalhe. Já no verão, é grande o risco de contrair vírus devido ao contato com água contaminada". É comum surgirem surtos em regiões litorâneas, já que muitas pessoas têm contato com a água do mar ou de piscinas contaminadas.
Uma pista que também ajuda a mãe a confirmar o quadro de virose é o número de dias do ciclo da doença. "Costuma durar de um a cinco dias, sendo que pode chegar a, no máximo, uma semana".



Cerca de 90% das infecções em crianças de até três anos são virais - o que reforça o diagnóstico do pediatra.
A frustração também é grande ao saber que o tratamento para as viroses, na verdade, é para aliviar seus sintomas. "Na maioria dos casos, indica-se medicamentos para combater a febre e a dor, ou seja, antipiréticos e analgésicos". E se apresentar quadro de diarréia, indica-se a hidratação.
Devemos alertar aos pais sobre os riscos da automedicação que pode atrapalhar o processo. É notavel 0 aumento dos casos de intoxicação de crianças devido ao consumo de antiinflamatórios sem prescrição médica. Isso porque as mães não sabem que existe uma dose certa para cada peso. Daí a importância de confiar mais uma vez no pediatra da criança e trocar informações sobre a evolução ou não da doença.




Possível prevenção



Evitar que o pequeno contraia as viroses é praticamente impossível, pois existe uma infinidade de vírus que sofrem constantes mutações, dificultando uma vacinação eficaz. A vacina da gripe, por exemplo, apesar de eficiente, não protege contra todos os tipos de influenza. Já o rotavírus, que causa quadros graves de desidratação por diarréia e vômito, conta com vacinação disponível na rede pública. Apesar de existirem poucas vacinas contra vírus, as pesquisas cada vez mais evoluem neste sentido. Enquanto isso, pode-se adotar alguns hábitos a fim de dificultar que as crianças contraiam os vírus:
• Amamente por, no mínimo, seis meses. O leite materno oferece anticorpos para o organismo do bebê que está se desenvolvendo.
• Ofereça uma alimentação saudável, garantindo o consumo de alimentos variados com vitaminas e sais minerais imprescindíveis para que o organismo funcione e se desenvolva da melhor maneira.
• Lave as mãos periodicamente antes de cuidar do bebê e ensine-o a fazer o mesmo para evitar a transmissão de vírus. Alguns inclusive sobrevivem horas sobre superfícies.
• Evite ambientes confinados onde haja aglomeração de pessoas ou com ar condicionado. As chances de transmissão de vírus nestas condições aumentam.
• Se possível, atrase o ingresso da criança no berçário. Assim, ela ganha tempo para desenvolver suas defesas mais um pouquinho.
• Mesmo no inverno, deixe os cômodos da casa bem arejados.
• Mantenha a criança longe de pessoas doentes. E se ela adoecer, não a deixe ir para a escola ou ficar próxima a outras crianças.


Coriza,espirros,dor de garganta,obstrução nasal, febre,vermelhidão nos olhos e tosse. Esses quadros ainda podem facilitar infecções por bactérias, como sinusite e amidalite.
O médico indica remédios para febre e dor; inalação em alguns casos e hidratação para evitar a instalação de sinusite.
Esses vírus são comuns, principalmente no início do inverno.


Diarréia e vômitos que podem levar a quadros de desidratação grave. Além de febre alta,malestar e dores abdominais.
Hidratação oral e, em alguns casos, com soro endovenoso; priorizar alimentos que ajudem a segurar a diarréia como batata e frango.
O vírus pode ser contraído o ano todo, geralmente por transmissão fecal-oral, por meio de contato com secreções de pessoas ou alimentos contaminados.Os surtos,no entanto, são mais comuns no verão e no período pré-inverno.



Não é aconselhável usar remédios para interromper a diarréia no caso da criança contrair uma virose. Isso não cura a doença e faz com que os vírus deixem de ser excretados aumentando sua quantidade presente no sangue.